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B - Encarregado de ouvir o vento C - Creio nas miragens D - Creio nas estrelas
E - M de Maria F - Wandarylho G - Olhando no espelho
H - Boa noite, noite J - Dores do Parto L - Outros poemas
M - Feliz tempestade, albatroz! N - Quase Contos P - Pôr do Sol!
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H000 A respeito do título
H001 Boa noite, noite
H002 Eu, quando moço
H003 Hoje, na beira do fogão
H004 Neste exato instante
H005 O mesmo de sempre
H006 O trabalho roubou-me o sol
H007 Sabe, eu me sinto pequenino
H008 O mundo morre
H009 Na solidão escura
H010 Sou isca. Sou usado.
H011 Soldados do mundo inteiro
H012 Quem sabe quanto custa a vida
H013 O caboclo que madruga
H014 Noite silente
H015 Meu negrinho desgraçado
H016 Os carros, três quartos vazios
H017 Entre as tantas flores
H018 Calem a boca, vigaristas
H019 Estranho trabalho o seu
H020 De que serve a escola
H021 A saúde tem horários
H022 Cada dia tem sua noite
H023 Dorme, dorme, se puderes
H024 E a chuva continua, Maria
H025 Em tua retidão
H026 Guarda noturno
H027 Ivone pobre
H028 Já amanheceu
H029 Minha mãe só se deita
H030 Em nome do Pai
H031 O lado avesso da vida
H032 Se a violência
H033 Jeró
H034 O nosso peito, Maria
H035 O Zequinha da Maria
H036 Todo tempo tem seu judas
H037 Bilhões de pessoas
H038 Era escravo do desemprego
H039 Sorrindo as palavras
H040 Palmeira fina
H041 Nastácia
H042 Era da gente barata
H043 José foi a pessoa
H044 Não há nada
H045 O homem pobre
H046 O mundo se transforma
H047 Queria minha canção
H048 Se eu ganhasse na loteria
H049 Ser pobre
H050 Este silêncio
H051 Vamos engraxar, seu moço
H052 Nasceu mais um bebê
H053 O ônibus sobe
H054 Triste aquela Maria
H055 Eu admiro
H056 Você chegou entre nós
H057 Não descanses
H058 Passa-se a vida
H059 Pai, olha teus filhos
H060 Que Deus é este
H061 Quando o sol se vai
H062 Preciso ser feliz
H063 Maria Terceira
H064 As casas na cidade
H065 Reis Magros
H066 O operário come hoje



H09.Na solidão escura,

olhando a branca lua,

junto-me cada dia

com tantos outros olhos.

Olhos de cor diversa,

vagos, esparsos olhares,

distantes cá na terra

mas que se encontram na lua.

 

Pra cada olhar erguido

a lua é diferente:

de muitos é lanterna,

de outros, imenso dólar,

quarenta e nove vezes

menor que o dólar Terra.

Pra uns é poesia,

pra outros não é nada.

 

Na solidão escura

mostram-se nas janelas

faces erguidas ao céu

olhando a branca lua.

Em cada olhar fitado

a lua beija num facho

uma esperança nova

e um sorriso mudo.

 

 
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