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B - Encarregado de ouvir o vento C - Creio nas miragens D - Creio nas estrelas
E - M de Maria F - Wandarylho G - Olhando no espelho
H - Boa noite, noite J - Dores do Parto L - Outros poemas
M - Feliz tempestade, albatroz! N - Quase Contos P - Pôr do Sol!
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B000 Ouvir o vento
B001 Nasci encarregado
B002 Nas dunas brancas da praia
B003 Não existe limite
B004 Minha casa ali plantada
B005 Doce amigo vento
B006 Dividido estou
B007 Abro mão das madrugadas
B008 O universo é um rio
B009 Tudo o que existe tem alma
B010 Vera Primavera
B011 Sopra o vento
B012 Tudo é poesia
B013 O vento inquieto
B014 O fino fio que separa
B015 No céu, no infinito
B016 Nas sombras
B017 A noite dormiu mais tarde
B018 A Terra é uma semente
B019 Contemplo as estrelas
B020 Balanço de mar
B021 Bendito seja o Deus de Nero
B022 Fico atento às mãos do mágico
B023 Nada como este silêncio
B024 Tudo o que existe vive
B025 Quero sair mundo afora
B026 Ouço o manso chuá da chuva
B027 O mar agitado
B028 Floresta menina
B029 Da campina fui
B030 Eu bem que pedi pro sol
B031 Quando me deito
B032 Meu jardim, me dá uma flor
B033 Sinto na pele
B034 Quando a primavera voltar
B035 Enquanto a humanidade dorme
B036 O céu é verde
B037 Quando a noite chega
B038 Mastigo meu pão
B039 O universo é vivo
B040 Quando a tarde chega
B041 O perfume do vento
B042 Abro meus olhos na noite
B043 Qualquer deserto é menor
B044 O fim principia no início
B045 Cinco meses de esperança
B046 Quando levanto os olhos
B047 Na boca da noite
B048 Soltos no mar, o vento e eu



B15.No céu, no infinito,

no berço das nuvens,

desperta o sol

ainda no berço,

despindo as nuvens

do negro sisudo,

vestindo no azul

os fúlgidos raios

do meigo arrebol.

 

Ao longe, bem longe,

os picos agudos

das altas montanhas

formando um babado

na orla do céu.

 

Depois, a floresta,

um mar de esmeraldas

escuras e belas.

 

De cima do monte

desliza macia

a água da fonte

que corre tão mansa

rasgando a campina,

regando a lavoura

num leve sussurro.

 

Canários gorjeiam

no pé da mangueira,

recitam em coros

as suas matinas.

Um bando de garças

de puro algodão

desenham no azul

um céu constelado.

 

No trilho batido

no topo da serra

caminham crianças

no rumo da escola.

  

Homens que surgem

nos mares ondeados

dos seus cafezais

e imensas searas

de cachos doirados.

 

E as casas tão brancas

lembram as pétalas

de alvos jasmins

em meio à ramagem

das moitas de hortênsia.

 

O gado no campo

pastando ao calor

da luz da manhã...

O carro que chia

puxado de bois,

subindo pra tulha,

lotado de milho.

 

Mulheres com potes,

e tina e barris

à beira do riacho

lavando as roupas,

quarando os lençóis.

 

Depois, o moinho,

abaixo no vale,

trabalha direto

com a roda que gira

bebendo a corrente

das águas prateadas,

com a mó esmagando

o milho dourado,

fazendo fubá.

 

Pedaço do céu

escondido na terra,

no seio das serras:

lugar do meu lar.

 
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